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Produção de hipoclorito de sódio para desinfecção usando salmoura de dessalinização

O arquipélago de Fernando de Noronha fica a 545 quilômetros de distância da costa de Pernambuco, estado do qual faz parte, e não possui nascentes de água doce. As únicas reservas são açudes que armazenam a água da chuva, mas apenas um deles pode ser utilizado para a retirada da água para abastecimento humano, além de alguns poços artesianos. 

Não é raro que essas reservas sequem completamente em período de estiagem prolongada, causando assim um sério desabastecimento da população de cerca de 3,5 mil pessoas que vivem na ilha principal. Para resolver esse cenário crítico foi adotado o sistema de dessalinização da água para o abastecimento humano. Hoje, cerca de 40% da água utilizada em Noronha provém deste processo iniciado em 2004.

O sistema de dessalinização tem sido ampliado ao longo dos anos e atenuou consideravelmente o problema da falta de água doce, mas criou outro problema ambiental:  o descarte da salmoura, composto por sais altamente concentrados, resultante do processo que utiliza a osmose reversa. A Compesa (Companhia de Saneamento de Pernambuco), responsável pelo tratamento e abastecimento de água na ilha, vem estudando a utilização deste descarte como matéria-prima para a geração de uma solução oxidante à base de cloro.

A partir da geração de cloro por meio de eletrólise, a ilha não só resolveria o problema do descarte de sais concentrados como também o da “importação” de cloro do continente para a desinfecção da água de consumo. 

Os doutores em Engenharia Química, Valderice Baydum e Leonie Sarubbo desenvolveram uma pesquisa analisando o uso da salmoura de descarte do processo de dessalinização para a geração in loco de uma solução oxidante que possa ser aplicada no processo de tratamento de água da ilha. Para os testes foi utilizado um gerador Hidrogeron GE 150.

O estudo foi publicado, em inglês,  na revista internacional Biointerface Research in Applied Chemistry em abril deste ano (acesse o estudo completo aqui). Em sua conclusão, os pesquisadores escreveram: 

 

As soluções oxidantes foram testadas em efluentes domésticos e alcançaram 99,99% de remoção de coliformes termotolerantes, mantendo a concentração de organoclorados abaixo do limite superior estabelecido pela legislação para descarte de efluentes. Portanto, o uso e descarte mais adequado da salmoura são alternativas sustentáveis, permitindo a produção in loco de hipoclorito de sódio no arquipélago de forma segura, eficaz, confiável e comparável a outros oxidantes”. 

O artigo também lembra que “estudos futuros devem investigar a possibilidade de utilização do oxidante solução para desinfecção de água para uso humano”

Em relação ao equipamento utilizado nos testes, a Hidrogeron também ressalta que outros estudos e aprimoramentos estão em andamento para analisar a durabilidade e comportamento do sistema na geração da solução oxidante em maior escala, trabalhando 24 horas por dia utilizando uma matéria-prima de características diferentes daquelas para a qual foi desenhado originalmente. Portanto, até o presente momento a Hidrogeron não recomenda o uso da tecnologia para uso em escala real.

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