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Controle microbiológico em torres de resfriamento de usinas de álcool

Uma usina de álcool e açúcar consome entre 700 e 900 litros de água por tonelada de cana-de-açúcar processada, de acordo com Robson Cruz, coordenador técnico da Divisão Water do Group Drul. Ele foi o convidado live Saneamento em Pauta, promovida pela Hidrogeron e que acontece toda quarta-feira, às 19 horas, em diversas plataformas simultâneas. 

Robson trouxe preciosas informações sobre o tratamento de água na indústria sucroalcooleira, que responde hoje por mais de 2% do PIB nacional, e por 1% dos empregos diretos e até 5% dos indiretos. A produção, portanto, é gigantesca: em 2020 o país colheu mais de 600 milhões de toneladas de cana-de-açúcar e produziu quase 40 milhões de toneladas de açúcar. 

Para se ter uma ideia do que significa isso em volume de água utilizada, o convidado da live deu um exemplo: “Uma usina que faz a moagem de 4 milhões de toneladas de cana por dia durante a safra (8 meses) estará utilizando 15.000 m3 por dia. Isso equivale ao abastecimento, segundo parâmetros da ONU, de uma cidade de mais de 130 mil habitantes”, conta o especialista em tratamento de águas industriais, que apontou caminhos para a otimização e redução deste uso intensivo de água.

O calcanhar de Aquiles

As torres de resfriamento de água, responsáveis pela absorção e liberação do calor das máquinas e processos, são peças-chave em grande parte das indústrias. No setor sucroalcooleiro, são indispensáveis, e sua eficiência está diretamente relacionada à eficiência da produção e pode afetar, para bem ou para mal, o preço da fabricação do produto. Robson aponta o principal desafio: “O controle biológico das torres de resfriamento se torna o calcanhar de Aquiles de uma usina, porque o meio é favorável para o crescimento de bactérias.”

O principal problema apontado por ele é a formação de slime (também denominado “biofilme”, é um composto denso formado por microrganismos), porque ele reduz a troca térmica, aumenta o consumo energético, acelera o processo corrosivo, além de demandar alto consumo de produtos químicos e levar a torre à perda de eficiência.

“O controle biológico das torres de resfriamento se torna o calcanhar de Aquiles de uma usina, porque o meio é favorável para o crescimento de bactérias.” Robson Cruz, coordenador técnico da Divisão Water do Group Drul.

“Bactérias se sedimentam nas paredes internas das torres, principalmente se a vazão da água for baixa. Esses microrganismos produzem a mucilagem (substância gelatinosa de estrutura complexa), que tem uma tendência a crescer ao absorver água. Como a mucilagem é bem aderente, os sais, sejam sólidos em suspensão, sejam sólidos dissolvidos, vão se aglomerando. Então o slime vai adquirindo espessura” diz o especialista que explica porque uma vez que o slime é formado fica difícil se livrar dos microorganismos: “Para eliminar uma bactéria você precisa atingir sua membrana plasmática. Como o slime cresce de dentro para fora é difícil, mesmo com produtos de forte solução oxidante, eliminar esses microrganismos” explica.

Controle de pH, controle da concentração do meio, uso de dispersante orgânico, biocida oxidante e não-oxidante são os tratamentos mais eficientes para combater o slime, segundo Robson, e, sempre que se puder,  trabalhar preventivamente, pois gasto de energia e recursos é bem menor. Assista a esse trecho da live:

Por que a Drul Water escolheu a Hidrogeron?

Em sua apresentação, Robson Cruz fez uma explanação sobre os métodos de cloração da água mais utilizados no Brasil, baseada nos estudos e  experiência na utilização de cada uma delas. 

“O uso da tecnologia Hirogeron é um grande diferencial que a Drul tem no combate às ameaças micro orgânicas na torre de resfriamento. É de extrema segurança e qualidade”.  Robson Cruz, coordenador técnico da Divisão Water do Group Drul.

Entre todos os métodos a Drul avaliou a solução oxidante produzida pelo gerador Hidrogeron, e explica os porquês:.

“A funcionalidade dele é excelente! Os insumos são de baixo custo e fácil acesso. Simplicidade de operação.  Dá maior segurança ambiental, reduz o passivo trabalhista e os riscos civis, tem  produção limpa e sem descartes” conta Robson, que ainda explica ainda que um dos pontos fortes que levaram a Drul a optar pela Hidrogeron foi a simplicidade operacional e a extrema segurança da automação de dosagem.

“É um sistema que permite automatização, com analisadores de cloro, o que dá mais autonomia e linearidade na dosagem, ou seja, temos todo o sistema interligado à geração desta solução oxidante desenvolvida pela Hidrogeron. Existe uma sonda que faz essa leitura on-line do cloro residual  cloro livre. A gente ajusta o set point para uma torre de resfriamento, que deve estar entre 0,3 e 0,6 ppm de cloro livre. De acordo com as concentrações, o próprio sistema, inteligente, vai fazer esse controle. Vai reduzir ou aumentar a dosagem de acordo com a necessidade. Isso é fantástico diante das dificuldades que as usinas têm de contratar mão-de-obra especializada para operar outros sistemas que são mais complexos”.

“O sistema vai reduzir ou aumentar a dosagem automaticamente de acordo com a necessidade. Isso é fantástico diante das dificuldades que as usinas têm de contratar mão-de-obra especializada para operar outros sistemas que são mais complexos”. Robson Cruz, coordenador técnico da Divisão Water do Group Drul.

Assista a este trecho da live:

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