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A qualidade das águas do Aquífero Guarani

“Águas subterrâneas: tornando o invisível visível”.  Este foi o tema escolhido pela ONU para as comemorações do Dia Mundial da Água em 2022, com o objetivo de atrair a atenção e conscientizar as pessoas sobre um assunto muito pouco abordado. “A água subterrânea é oculta pelo solo e também pela mídia”, apontou o hidrogeologista João Carlos Simanke Souza, convidado da Semana da Água promovida pela Hidrogeron.

Souza, que é doutor em Hidrogeologia, foi foi gerente da divisão de Hidrogeologia da Sabesp por 28 anos, e  também foi presidente da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas e presidente da Associação Paulista de Geólogos. Durante a live ele traçou um detalhado panorama sobre as águas subterrâneas do Brasil, e falou sobre seus mitos e suas verdades. 

O aquífero Guarani ocupa áreas em 4 países e 8 estados brasileiros.

O Brasil, lembra Souza, é o país com maiores reservas subterrâneas do planeta, com quase o dobro de volume do segundo lugar, a Rússia. Essa água está distribuída em 27 aquíferos conhecidos que se espalham pelo território brasileiro. Se existe fartura de água, também existe exploração desenfreada. Hoje, 340 mil poços tubulares estão cadastrados na Agência Nacional das Águas, mas Souza diz que estudos mostram que na realidade são mais de 3,5 milhões de poços em funcionamento, mais de 90% deles na clandestinidade, muitos deles contaminando e comprometendo reservas importantes de água. Por isso, o convidado fez uma apelo por ações fiscalizatórias para diminuir a clandestinidade e informalidade na exploração de um recurso natural tão precioso, que, ao contrário do que muitos pensam, é finito. “Existe muita água, isto é uma verdade. Mas que ela não vai acabar, é um mito”, disse o hidrogeologista , lembrando o tema da sua apresentação.

Entre tantas importâncias estratégicas das águas subterrâneas, Souza mostrou uma pesquisa reveladora: entre 2013 e 2017 apenas 6% das cidades brasileiras que utilizavam sistemas mistos (águas superficiais+águas subterrâneas) foram atingidos pela crise hídrica, enquanto a média nacional de sistemas simples (só com águas subterrâneas ou só com águas superficiais) foi de 48%. “Águas subterrâneas são mais resilientes que águas superficiais em caso de crise hídrica”, lembra Souza.

Após sua apresentação, Souza conversou com Cristiano Ribeiro, presidente do grupo Hidrogeron e respondeu a perguntas do público presente na live. Um dos temas de maior interesse são nossos dois principais aquíferos, o famoso Guaraní, o mais extenso de todos e o de Alter do Chão, com um volume de água quatro vezes maior que o Guaraní. 

Assista ao trecho da live em que Cristiano Ribeiro falam sobre tecnologia e a qualidade das águas do Aquífero Guaraní:

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