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A história do cloro

UM NOVO PARADIGMA NO SANEAMENTO

O processo de tratamento de água envolve várias etapas e diferentes produtos químicos, variando conforme a origem e qualidade da água captada. No Brasil, temos ETA´s dos mais diversos modelos, materiais e idade de construção em operação, muitas delas foram construídas há quase um século, muito antes do boom populacional nos centros urbanos.

O início da utilização de produtos químicos para tratamento de água no Brasil data de 1919. No ano anterior 2500 sistemas de abastecimento já utilizavam cloro gás para desinfecção da água nos EUA. Desde então, no Brasil, passou-se a utilizar floculantes, corretor de pH, etc.

“A cloração da água de abastecimento público foi um marco na saúde pública mundial sendo comparado (pela revista LIFE) a grandes feitos da humanidade, como a descoberta da gravidade e a chegada do homem à lua.”

O cloro é um produto químico produzido a partir do cloreto de sódio por meio de eventos como a eletrólise, e posteriormente separado por processo de membranas para que atinja sua forma elementar (Cl2), sendo uma substância essencial para o tratamento de água. Isso porque, sendo um potente oxidante, o cloro é capaz de combater rapidamente a presença de micro-organismos e matérias orgânicas prejudiciais na água, o que faz com que seja amplamente utilizado.

A aparência inicial do cloro é de um gás amarelo esverdeado, facilmente detectável pelo seu cheiro penetrante. Pode irritar as vias respiratórias em concentrações da ordem de 3ml/m3 ar e chega a ser fatal na concentração  de 1l/m3 ar.

Torna-se um gás liquefeito sob pressão. Conforme ficha de informações de segurança do produto químico (FISPQ), sintomas envolvendo contato direto com o produto incluem de tontura ou asfixia (em casos de inalação) à fatalidade (em atendimentos tardios ou agudos).

Além disso, mesmo não sendo facilmente inflamável, quando combinado com outras substâncias, o Cloro Gás pode até vir a formar compostos químicos altamente explosivos.

De fato, o cloro é de absoluta importância para a saúde pública, no entanto o crescimento populacional e construção de escolas, hospitais, shopping centers ao redor das estações de tratamento tem mudado o nível de responsabilidade dos gestores quanto a escolha do tipo de cloração a ser utilizado.

Pelos motivos mencionados, especialistas recomendam e adotam o uso de alternativas ao cloro gás.

A literatura e a prática de mercado apontam para este novo paradigma na cloração de águas de abastecimento público. É comprovado que é possível entregar água com segurança sanitária à população e ainda assim ter uma rotina técnico operacional segura nas estações de tratamento de água.

 

 

 

 

 

 

 

Referências:
http://revistadae.com.br/artigos/artigo_edicao_137_n_1175.pdf
https://aquaanalytic.com/wp-content/uploads/2020/03/WALLACE-TIERNAN-%D0%B8%D1%81%D1%82%D0%BE%D1%80%D0%B8%D1%8F-%D0%B1%D1%80%D0%B5%D0%BD%D0%B4%D0%B0.pdf
https://historicengland.org.uk/images-books/photos/item/BL27109B https://aquaanalytic.com/wp-content/uploads/2020/03/WALLACE-TIERNAN-%D0%B8%D1%81%D1%82%D0%BE%D1%80%D0%B8%D1%8F-%D0%B1%D1%80%D0%B5%D0%BD%D0%B4%D0%B0.pdf
Ref. Di Bernardo
Ref. Sidney Seckler
http://www.grupohidromar.com.br/wp-content/themes/hidromar/download/FISPQ-Cloro.pdf
http://www.abiclor.com.br/tecnologias-de-producao/

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