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Qual a origem e como resolver problemas relacionados a cor, turbidez e falta de cloro na rede?

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Com nossa experiência no saneamento, é bastante comum nos depararmos com relatos de técnicos e gestores sofrendo com o aumento de demanda de cloro na rede de distribuição; aumento da turbidez na rede; água suja e amarelada; incrustação de tubulações… muitos gestores compram soluções para o problema, mas não são orientados sobre o PORQUE do problema, sendo levados a gastar fortunas, sem sucesso efetivo.

A raiz do problema está na eficiência dos processos da ETA.
Toda sujeira, inclusive o material particulado dissolvido na água, deve ficar na estação de tratamento. O que, apesar de parecer obvio, muitas vezes não acontece. Quando o material dissolvido não é detectado na saída da ETA, ele ficará evidente ao longo da rede. Este gap tem relação com o tipo de cloro utilizado na ETA (na pré e na pós cloração).

Em nossa experiência com implantação e acompanhamento de clientes, por todo Brasil, pudemos observar que, quando é feita a pré oxidação com hipoclorito gerado in loco, há a precipitação e retenção de ferro e manganês nos filtros, desta forma a demanda de cloro na pós cloração é drasticamente reduzida e a demanda de cloro na rede também se reduz. Trazendo ainda o benefício de não haver mais ferro e manganês para precipitar na rede de distribuição.

Conforme relata o Eng. Químico e Consultor Luiz Henrique Bucco:
“Em um dos estudos de caso, pudemos observar que o material que não era oxidado e retido na ETA era precipitado e decantado na rede, provocando incrustações e sujidades na água distribuída. Quando havia movimento turbulento na rede, o material se desprendia sendo distribuído na água, culminando em reclamações por parte da população.”

A SOLUÇÃO veio do princípio de que o tratamento de água deve reter as impurezas nos processos da ETA, desta forma foi realizado um estudo para quantificar e qualificar os materiais que estavam causando prejuízos ao sistema. Ferro e Manganês, foram os elementos identificados pela consultoria do Engenheiro. Sendo necessário uma ação para retê-los no atual processo, sem investimento na estrutura civil da ETA.

Para a solução deste caso foi adotado o sistema de oxidação realizado através do cloro produzido pela tecnologia Hidrogeron, (produz e aplica uma solução oxidante contendo hipoclorito de sódio no próprio local de uso). Desta forma, a pré-oxidação realizada automaticamente através de um monitor/dosador de cloro gerador na ETA tem se mostrado uma solução econômica e eficaz.
O resultado dado como sucesso devido ao monitoramento constante dos metais e a redução nas ocorrências de reclamação por parte da população.

Os Benefícios foram percebidos ao longo dos dias:
• Menor demanda de cloro na rede, (cloro aplicado é quase o mesmo cloro medido ao longo da adutora.
• Houve redução na necessidade de aplicar cloro na saída da ETA, pois não tem a mesma demanda que antes.
• Consequentemente economia de cloro aplicado.
• Melhoria no sistema de filtração, pois o cloro age preventivamente no meio.
• Diminuição da cor existente na água no decantador.
• Diminuição do produto químico para correção do PH.

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