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Conceitos Básicos Sobre Tratamento do Lodo

Conceitos Básicos que Você Precisa ter Sobre Tratamento do Lodo.

Dar destino inadequado aos resíduos gerados nas ETAs e ETEs, provocam impactos ambientais negativos, como a contaminação do solo e dos corpos d’água. Estes impactos, por sua vez, trazem consequências à fauna, à flora e aos seres humanos. Podem ainda, acarretar fortes prejuízos financeiros decorrentes de multas e indenizações.

No tocante ao tema, há o aspecto legal, de se fazer cumprir a Lei nº 6.938 de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, no entanto, destinar adequadamente os resíduos envolve outras questões. O Art 2º desta lei define os princípios adotados para a racionalização do uso do solo, subsolo, ar e água, bem como da preservação e restauração dos recursos ambientais visando sua utilização racional e disponibilidade permanente, concorrendo para a manutenção do equilíbrio ecológico propício à vida e os objetivos desta política, em especial quanto à utilização racional e disponibilização permanente dos recursos ambientais. (SILVA, 2005).

A Lei 12.305/2010 define resíduos e rejeitos, sendo o primeiro passível de ser reutilizado e reciclado. O lodo de ETA se enquadra como resíduo sólido e, portanto, precisa ser gerenciado de tal forma a garantir as premissas da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, evitando que o mesmo seja direcionado para locais inadequados ou até mesmo para aterros sanitários, porém, sem qualquer tratamento.

O lodo gerado no tratamento de água é constituído de partículas tais como microrganismos, sólidos orgânicos e inorgânicos, e sólidos provenientes dos produtos químicos utilizados no tratamento, como coagulantes, alcalinizantes, entre outros.

Já as características do lodo gerado durante o tratamento de esgoto dependem do efluente a ser tratado; da técnica utilizada para tratar o esgoto; da eficiência obtida durante o tratamento; além de apresentar maior possibilidade de contaminação por metais pesados e microrganismos patogênicos.

Quais são as fases do tratamento de lodo?

• O tratamento do lodo das ETAs e ETEs, basicamente, envolve os processos de adensamento, desaguamento, estabilização e higienização.
• O adensamento e o desaguamento visam o aumento da concentração de sólidos e a redução do volume de lodo que se dá perante a retirada de água do mesmo, respectivamente.
• A estabilização do lodo tem por finalidade reduzir a quantidade de patógenos, eliminar os maus odores e inibir, reduzir ou eliminar o potencial de putrefação.
• Já a higienização busca garantir um nível de patogenicidade do lodo que, ao ser disposto no solo, não cause riscos à população e ao meio ambiente. Somente após este processo o lodo estará pronto para ser transportado. O tempo para conclusão da higienização depende do tipo de processo adotado pela unidade de gerenciamento e de sua eficiência, variando de zero, na secagem térmica, a 30/60 dias na caleação.

Destinação pós tratamento.

Após o tratamento, o lodo poderá ser utilizado de diversas maneiras, como na agricultura, silvicultura, na recuperação de áreas degradadas, construção de telhados verdes, controle de erosão, na fabricação de materiais de construção, pavimentação, dentre outras. Para tal, é imprescindível o tratamento adequado de acordo com a PNRS, evitando graves impactos ao meio ambiente e aos seres vivos.

Tecnologias e Projetos.

Atualmente existem diversas tecnologias que podem ser empregadas nas diferentes fases do processo de tratamento, no entanto, para obtenção de resultados eficientes, é imprescindível um projeto prévio, desenvolvido com base na caracterização do lodo, estrutura existente, projeção de crescimento de demanda, condições ambientais locais, entre outros fatores.

Fonte: Achon, C. L.; Cordeiro, J. C.; DESTINAÇÃO E DISPOSIÇÃO FINAL DE LODO GERADO EM ETA-LEI 12.305/2010. Poços de Caldas, MG. 2015.
Urban, R. C.; METODOLOGIAS PARA GERENCIAMENTO DE LODO DE ETA E ETE. Campinas, SP. 2016.
https://www.tratamentodeagua.com.br/artigo/destinacao-final-de-lodos-de-etas-e-etes/
http://nucase.desa.ufmg.br/wp-content/uploads/2013/07/lodo-gerado.pdf

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