Transformando Despesas em Lucro no Tratramento de Água

Como Transformar Despesas em Lucro no Tratamento de Água?

Em tempos de crise, fazer uma gestão inovadora, focada em resultados, nos sistemas de tratamento de água torna-se um grande diferencial (em todos os aspectos e para os diversos envolvidos). Engana-se quem pensa que não se pode transformar despesas em lucros! Sem grandes investimentos, é possível sempre extrair melhores resultados!

É comum que durante um dia de operação, a ETA ou poço tenha oscilações na vazão ou na qualidade da água bruta captada no decorrer do período. Consequentemente, ajustes frequentes na dosagem dos produtos químicos são imprescindíveis. A adoção de sistemas de automação podem ser fortes aliados na redução de desperdícios. Reduzindo assim, dosagens inadequadas de produtos químicos e o custo do tratamento.

Uma forma de transformar despesas em lucro, é automatizar o controle da dosagem de alcalinizantes, hipoclorito, sulfato de alumínio e outros produtos químicos a serem utilizados no tratamento de água, afim de ajustar adequadamente a dosagem às baixas e altas vazões, bem como, quando há alteração na qualidade da água.

A adoção de bombas dosadoras microprocessadas para produtos químicos permite ainda reduzir erros operacionais, pois esta permite que o sistema se auto-regule, em função da demanda conforme setup estabelecido.

Método pouco utilizado no Brasil, mas que oferece grande benefício ambiental e econômico, o tratamento do lodo proveniente dos filtros pode ser um grande trunfo no aumento da produtividade e redução dos custos operacionais da ETA. Possibilita ainda receitas extras com a comercialização ou utilização do lodo tratado.

Outra alternativa que comprovadamente reduz custos no tratamento de água é a utilização do hipoclorito de sódio (NaClO) gerado in loco através da eletrólise da salmoura. Tal método, reduz em até 60% a aplicação de alcalinizantes. Este método de cloração é capaz de reduzir ou até mesmo eliminar os pontos de recloração da rede, devido ao peróxido de hidrogênio presente na solução gerada.

Estudos realizados* (Di Bernardo, 2015) com o hipoclorito de sódio gerado in loco através da eletrólise da salmoura e com o hipoclorito de sódio comercial (10% – 12%), comprovam que há a redução de até 18% na pré-cloração e até 30% na pós-cloração. Além disso, o hipoclorito comercial apresenta preço mais elevado e um maior custo operacional, necessitando também de uma logística de compra e estocagem. A cloração in loco permite ainda completa integração com sistemas de dosagem a analisadores de cloro, contribuindo no controle da dosagem do produto químico.

Concluindo, acima de tudo, a forma mais eficiente para se transformar despesas em lucro no tratamento, é o gestor estar sempre atento às atualizações tecnológicas que o mercado oferece para os processos de tratamento de água, pesquisar e comparar as opções disponíveis entre os fornecedores idôneos e comprometidos com o saneamento, que entregam soluções e não dores de cabeça.

REFERÊNCIAS:
Pinto, O. E.; et al.; AUTOMAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA. ABES. Disponível em: http://www.bvsde.paho.org/bvsacd/abes97/automacao.pdf
DANTAS, Angela Di Bernardo: Avaliação  da  eficiência  do  cloro  do  GERADOR DE CLORO HIDROGERON nas  etapas  de  pré  e  pós-cloração  e  comparação  com  o  hipoclorito  de  sódio líquido em ensaios de tratabilidade com a água bruta do rio Piracicaba. 2016

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