Por que substituir o cloro gás

Por que as Estações de Tratamento estão fugindo do Cloro Gás?

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O cloro é um produto químico produzido a partir do cloreto de sódio por meio de eventos como a eletrólise, e posteriormente separado por processo de membranas para que atinja sua forma elementar (Cl2), sendo uma substância essencial para o tratamento de água. Isso porque, sendo um potente oxidante, o cloro é capaz de combater rapidamente a presença de micro-organismos e matérias orgânicas prejudiciais na água, o que faz com que seja amplamente utilizado.

Tornando-se um gás liquefeito sob pressão, o que muitas vezes não é mencionado é que o cloro é considerado um gás altamente tóxico e, como tal, existem diversos riscos associados ao seu uso! Em meio a tantas dificuldades e riscos, a maioria das Estações de Tratamento de Água estão fugindo do Cloro Gás, chegando à conclusão que não vale à pena continuar investindo em uma solução tão instável.

Confira os principais motivos que estão fazendo as ETAs buscarem outras soluções e migrarem seus investimentos:

  1. PERIGO IMINENTE

O Cloro Gás um produto químico que, em caso de vazamento, pode vir a causar muitos problemas. Apesar de ser armazenado e transportado em sua forma liquefeita, se houver um vazamento, o Cloro volta ao seu estado gasoso rapidamente, se espalhando com facilidade.

Pessoas expostas a altas concentrações de Cloro Gás podem vir a desenvolver problemas pulmonares, como edemas, que debilitam os pulmões e os deixa vulneráveis a várias outras doenças respiratórias. Quando presente no ar em volume maior que 1.000 ppm, sua inalação é letal.

Além disso, mesmo não sendo facilmente inflamável, quando combinado com outras substâncias, o Cloro Gás pode até vir a formar compostos químicos altamente explosivos!

  1. DIFICULDADES NO ARMAZENAMENTO & TRANSPORTE

Pelos motivos citados no tópico anterior, um vazamento de Gás Cloro tem potencial para se tornar uma grande tragédia e precisa ser evitado a todo custo pelas empresas responsáveis pelo Tratamento de Água com Cloro Gás.

Isso faz com que o processo de armazenamento e transporte dessa substância seja uma tarefa extremamente difícil e delicada, requerendo um grande investimento em tecnologias para conseguir armazenar o Cloro Gás — tudo isso sem, porém, conseguir garantir de que nenhum tipo de acidente ocorrerá.

 

  1. OPERADORES EM RISCO

Em caso de vazamento ou qualquer tipo de acidente, as primeiras pessoas a serem atingidas e, consequentemente, que sofrerão com os efeitos colaterais são os operadores, que precisam lidar com a perigosa substância com frequência.

Mesmo se nenhum tipo de imprevisto acontecer, em vários países existe um limite de exposição à qual os operadores podem se sujeitar diariamente: 0,5 ppm — o equivalente a apenas seis horas diárias em contato com o produto químico. Isso porque, mesmo sem exposição direta, os operadores estão sujeitos aos efeitos colaterais provenientes do trabalho contínuo com a substância.

 

  1. EXISTEM ALTERNATIVAS

Hoje em dia, já não existe mais motivo para arriscar a segurança e a saúde dos operadores, bem como da população dos entornos das Estações de Tratamento de Água — existem alternativas viáveis, que conseguem melhorar a qualidade de vida de quem opera com o produto químico, garantir segurança de verdade às pessoas da cidade, otimizar e automatizar processos, além de também diminuir os custos das operações, como é o caso da solução à base de hipoclorito de sódio produzido in loco, a partir da eletrólise da salmoura.

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